[25.10.2011] 17h57m / Por Rodrigo Polito
As usinas nucleares Angra 1 (657 MW) e 2 (1.350 MW) vão implantar até o fim do ano um esquema para agilizar a retomada da produção de energia em caso de desligamentos graves, como o ocorrido em novembro de 2009. A medida faz parte de uma lista de procedimentos indicados pelo ONS para otimizar o sistema em situações de contingências múltiplas.
Chamada de “house load operation”, a medida determina que, durante incidentes como o de 2009, as usinas nucleares não sejam desativadas por completo. Elas terão uma geração de energia suficiente para atender os seus serviços internos. Dessa forma, quando elas forem acionadas novamente, o tempo de rampeamento – período que a planta leva para atingir a capacidade plena – será muito menor.
“As usinas nucleares retornam ao sistema bem gradativamente, em torno de 4 horas. Com o house load operation, esse tempo pode cair para 2 horas”, explicou Paulo Gomes, assessor da diretoria de Planejamento e Programação da Operação do ONS, nesta terça-feira (25/10), durante o XXI SNPTEE, em Florianópolis (SC).
O “house load operation” faz parte de um relatório com mais de 80 itens que o ONS, junto com agentes do setor elétrico, montou após o incidente de 2009. A maior parte dos itens já foi implementada.
Segundo Gomes, outra medida que será implantada nos próximos anos é a construção de linhas de transmissão dedicadas para recomposição do sistema. Esses equipamentos serão instalados principalmente no Rio de Janeiro e São Paulo para permitir que usinas localizadas nesses estados sejam acionadas e forneçam energia rapidamente durante contingências múltiplas.
“O blecaute de 2009 foi o que teve o maior espírito por parte dos agentes em querer estudar os as acontecimentos no sistema. Tivemos um ganho estrutural muito importante para o futuro”, disse Gomes.
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